sexta-feira, 8 de agosto de 2008

caquinhos de poema

poesia se faz aos poucos
com caquinhos de inspiração
na pausa entre uma vida e outra
no silêncio profundo da meditação

poesia é passeio no parque
poesia é domingo de sol
poesia é rosa se abrindo
poesia é sorriso de criança

imagens de uma poesia bucólica
emaranhadas no atropelo da vida
fica o poeta de barriga vazia
fica o poeta de cara pro chão

engarrafado e aspero dia
sem por do sol, sem chuva fina
é o sepultamento da poesia
resta o poeta sem rima

Caminha só por todos os caminhos
inundado de inspiração
por onde andas o anuviado poeta ?
ele que só anda na contramão

2 comentários:

Claudinha Bártholo disse...

E aí meu amigo, como está você???
e sábado curtiu a baladinha?
Mil beijos pra você.
:)

Tony disse...

Caquinhos de poema...
é o sinal que ainda temos poetas com linguagem clara, objetiva e acima de tudo tocante. Parabéns!

Não esquecendo que conheci o blog pelo do Arte na Ruína... não largo mais nenhum dos dois.

Abraços,

Thony